Dia a Dia Estilo de Vida mudando de país na terceira idade

VOANDO COM UM CACHORRO A TIRACOLO

No dia 31 de janeiro pegamos o avião para vir a Genebra, via Frankfurt, meu marido, meu neto, eu ,  e para completar o time,  o nosso cachorro lhasa,  o Beethoven.  Já fiz muitas viagens na vida, mas com um cachorro na cabine foi a minha primeira  vez e creio que a última.  Nem meu marido, que é o verdadeiro “pai” do cachorro, está disposto a repetir a experiência..

O veterinário não quis dar um sedativo forte para o cachorro,  assim que só tomou Plasil.  Depois de um começo de viagem com o cachorro nervoso, ele  se acalmou  e dormiu umas horinhas, mas o vôo era comprido assim que ele acabou acordando e arranhou a  malinha dele até que conseguiu furar a tela e ai  sim que começou o baile.   Foi um tal de tentar enfiar ele na casinha e ele pular  para fora, até que ele terminou no colo do meu marido, e  a aeromoça, que não parava de pedir para manter ele na malinha,  se deu por vencida  quando viu o buraco que ele tinha feito  e então  trouxe um cinto especial para  prender ele na cadeira e no meu marido.  Só que ela disse que não iam aceitar ele assim na conexão em Frankfurt, portanto  tivemos que buscar um jeito no aeroporto de emendar a malinha.  Entramos no avião depois de socar o bicho dentro dela, juro, nós três lutamos com ele para conseguir, mas o vôo mal tinha começado e ele reabriu o buraco.   A aeromoça desta vez era uma alemã  bravíssima e ficou o tempo inteiro nos chamando a atenção, não deixou colocar o bicho no colo e tivemos que manter o Beethoven dentro da mala,  com a cabeça  para fora do buraco que ele fez  e  colocamos a mala numa posição que impedia o cachorro de tocar o chão, para que não saísse correndo pela cabine, ele estava literalmente pendurado dentro da mala. Felizmente foram só 50 minutos, mas pareceram eternos.  Da próxima vez ele viaja com a carga,  desse jeito não dá.

Ao chegar ele não estava entendendo nada,  teve que andar por esteiras e escadas rolantes, coisa que ele nunca tinha feito, não achamos um lugar para que ele fizesse as suas necessidades e depois de tantas horas ele estava meio desesperado.  Acabaram falando ao meu marido para levar ele ao banheiro e depois limpar a a sujeira, mas o cachorro não gostou do cheiro do banheiro e saiu sem fazer nada,  só conseguiu depois que pegamos as malas e saímos do aeroporto.

Para terminar este episódio, o meu marido teve que ir ficar com ele no apartamento que havíamos alugado, mas que estava completamente vazio.  Ele já tinha levado na sua bagagem um saco de dormir, porque não achamos hotel que aceitasse o cachorro.  O Diego e eu fomos a um hotel e só ao dia seguinte pudemos ir comprar colchões.   Meu neto e eu ainda ficamos uns dias no hotel,  para dar tempo para comprar algumas  coisas imprescindíveis, depois de  3 dias finalmente ficamos todos juntos no apartamento  E  foi assim que  começamos a nossa vida na Suiça.

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